sábado, 3 de janeiro de 2015

BEBER O CAFÉ PELO PIRES

Ontem a RTP passou cerca da 1 hora da manhã o filme de Manuel de Oliveira  - O Gebo e a Sombra. 

Ficha artística

Michael Lonsdale  Claudia Cardinale  Jeanne Moreau Leonor Silveira  Luís Miguel Cintra  Ricardo Trêpa

Ficha técnica

Adaptação e realização Manoel de Oliveira  a partir da peça deRaul Brandão  Fotografia Renato Berta  Décors Christian Marti Guarda-roupa Adelaide Trêpa  Som Henri Maikoff  MontagemValérie Loiseleux  Montagem de som e mistura Tiago Matos Direcção de produção Jacques Arhex, Joaquim Carvalho Produtores Luís Urbano, Sandro Aguilar e Martine de Clermont-Tonnerre  35mm, Cor, 91’, Dolby SRD, 1.85  © O SOM E A FÚRIA,MACT PRODUCTIONS 2012
Título original:  Gebo et l'Ombre
Género:
Drama      Classificação:
M/12
Outros dados:
POR/FRA, 2012, Cores, 95 min.
Apesar de viver no limiar da pobreza, Gebo continua a sua atividade de contabilista para sustentar Doroteia, a mulher, e Sofia, a nora. A existência daquelas três pessoas é triste e monótona, girando à volta da ausência de João, o filho, que ninguém sabe onde está ou as razões por que partiu. Apesar do velho senhor tentar encontrar maneiras de aliviar o sofrimento das duas mulheres, parece que nada consegue minimizar as suas dores. Até que, sem que já ninguém o esperasse, João regressa. E é a partir daquele momento que o equilíbrio familiar, já de si frágil, se rompe, dando origem a uma catástrofe...
Baseado na peça homónima de Raul Brandão (1867-1930), escrita em 1923, a mais recente obra do mestre Manoel de Oliveira é um retrato da pobreza, da honestidade e do sacrifício.
O "Gebo e a Sombra" teve a sua estreia mundial no início de Setembro de 2012, em dias sucessivos, no Festival de Veneza e na Cinemateca Francesa em Paris - onde a obra do realizador passou numa retrospetiva integral. PÚBLICO

Luís Miguel Cintra faz de amigo de Gebo, e apesar dele ser muito pobre, juntam-se em casa de Gebo para beberem café e conversarem. Quem serve o café é Leonor Silveira, nora de Gebo. Quando serve o café a Luís Miguel Cintra este vê que está muito quente, então põe o café no pires e bebe o café pelo pires.  Quando vi esta cena lembrei-me de quando era criança ia muitas vezes a casa da minha avó Bárbara e no final das refeições bebia-se sempre café por chávenas de café. Eu adoçava o café e depois passava-o para o pires e bebia-o. Sentia um prazer enorme a fazer aquilo. Não sei porquê, mas fazia-o sempre que lá bebia café. Um café muito fraco, mas que me sabia muito bem.   

Li uma critica ao filme neste site brasileiro  que achei bastante interessante
http://www.planocritico.com/critica-o-gebo-e-a-sombra/


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